terça-feira, outubro 30, 2007

Sapo Saber e Wikipedia

De um lado tens a versão original. Do outro, a cópia. Integral. Com novas cores. Acreditem que é preciso muito mais do que esta descrição para saber o que é que o SAPO queria fazer ao criar o SAPO Saber.

Ganhar uns cobres com o Adwords? Mais uma obrigação em registar-te? Alguns comentários na web sobre o assunto aqui mas a minha opinião é claramente negativa.

Pura e simplemente não percebi para que serve. Mas devo ser eu o culpado...

quinta-feira, agosto 30, 2007

Abre-te Software: CT 173 - quem fica a perder..

Abre-te Software: CT 173 - quem fica a perder..

Ou por outras palavras, a GUERRA Microsoft vs resto do mundo Open Source pelo novo standard de documentos...

quarta-feira, agosto 29, 2007

segunda-feira, junho 04, 2007

Google avança...

A Google avançou a semana passada para a aquisição de duas das mais interessantes empresas da nova geração de serviços 2.0 . Curiosamente, duas empresas cujo serviço era melhorar produtos já Google: Feedburner e Panoramio.

Enquanto que a primeira aposta nos serviços de feeds (subscrições) que os utilizadores de blogs mais usam - complementando o triângulo formado pelas unidades de negócio Blogger - Google Reader - Publicidade a segunda é a aposta no mercado do Google Earth, colocando cada vez mais subscritores a ver as fotos dos locais e com isso a visualizar, no futuro, mais publicidade em 3D.

Grande jogada. Acredito que dentro em pouco veremos ainda mais novidades no serviço Blogger...

terça-feira, maio 29, 2007

Ciber Preocupações

Pacheco Pereira escreveu um artigo no Público sobre as base de dados das empresas e a preocupação do seu cruzamento.

Nada de mais, para quem vê o CSI.

Ou para quem escreve nisto há alguns anos, como bem lembra o Pedro Fonseca, no seu ContraFactos.

Também já tinha escrito sobre o assunto... mal tenha tempo de consultar a base de dados, dar-vos-ei conta disso.

quinta-feira, março 29, 2007

Aveiro Digital colocou online o video promocional

A equipa do Aveiro Digital colocou online o seu video promocional, em três linguas. Foi dividido em duas partes devido ao seu tamanho (mais de 13 minutos)

Fica aqui a primeira parte



E aqui a segunda



Comentem

segunda-feira, setembro 20, 2004

Mais um Espaço Internet

O diário de Aveiro de hoje faz referência a mais um espaço Internet que está disponível: o do Sobrado (Albergaria-a-Velha) Na Associação Cultural e Recreativa Sobreirense e em resultado de um protocolo assinado pela Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha, foi aberto mais um Espaço Internet, integrado no programa Aveiro Digital. São já 64, num total de 95 nos 11 concelhos abrangidos pela AMRia, as Juntas de Freguesia aderentes ao programa

O Espaço Internet agora instalado funciona de segunda a sexta-feira, entre as 17 e as 20 horas, e aos sábados em horário ainda a definir, ficando sob a direcção da monitora Ana Catarina Magalhães. O presidente da Junta de Freguesia lembraria ainda que a aposta tem a ver com uma adesão que foi assumida pelo executivo desde a primeira hora e tem em vista «descentralizar este tipo de apostas, assentes na modernidade e na aquisição de conhecimentos que hoje em dia chegam a todas as camadas da população, com especial incidência junto dos jovens».


segunda-feira, agosto 02, 2004

foram inaugurados hoje



Estes Espaços Internet estão equipados com quatro computadores, uma impressora, um
scanner e ligação à Internet em Banda Larga, sendo a utilização, dos equipamentos e dos
serviços, livre e gratuita para toda a população e apoiada por um Monitor. Estes Espaços
Internet vão funcionar nas instalações das Juntas de Freguesia respectivas, num mínimo de 20 horas semanais, de Segunda a Sábado, a partir das 17h.
A gestão destes 22 novos Espaços Internet de Freguesia é feita em articulação com a Comissão Executiva Aveiro Digital, sendo o seu funcionamento, durante dois anos, co-financiado pelasJuntas de Freguesia aderentes e pelo Programa Aveiro Digital 2003-2006.
Assim, a rede de Espaços Internet Aveiro Digital é agora composta por 62 Espaços Internet de Freguesia e por 11 Espaços Internet Municipais localizados nas sedes de todos os Município da Região da AMRia. (Noticia Moliceiro.com)

quarta-feira, julho 28, 2004

Espaços Internet

O último foi o da Murtosa. Há espaços Internet em toda a área da AMRIA. Esta Rede é composta por Espaços Internet Municipais localizados na sede dos 11 Municípios desta Região, a saber, Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos.

A utilização dos equipamentos e dos serviços, em todos os espaços, é livre e gratuita para toda a população e acompanhada por um Monitor.

A implementação da Rede de Espaços Internet Aveiro Digital está contemplada com um orçamento de 1,33 milhões de Euros.

Neste Projecto, inserem-se ainda os Espaços Internet Aveiro Digital de Freguesia, contemplando-se a instalação e operação de Espaços Internet em todas as 95 Freguesias da Região da AMRia.

terça-feira, junho 08, 2004

Universidade Digital

Artigo de Maria Helena Nazaré, reitora da UA,com o apoio de José Alberto Rafael (publicado no JN de hoje)


Actualmente, o recurso generalizado a sistemas e serviços informáticos é uma realidade, independentemente da área de actividade desenvolvida. No meio universitário, essa constatação é ainda mais evidente dado o ambiente altamente tecnológico e de literacia informática e científica em que se labora. Revela-se, assim, na comunidade académica, uma maior premência na concretização e implementação de novos modos de utilização e de exploração das potencialidades das novas tecnologias.

A Universidade de Aveiro tem trabalhado no sentido de ser um motor para criação de novos modelos e realidades. Para isso, aposta fortemente no formação dos seus membros e na disponibilização de meios que possam contribuir para a construção de uma autêntica Universidade Digital.

Dentro de 3 anos, a UA pretende que este desígnio esteja já concretizado em Aveiro, através da disponibilização de serviços e conteúdos aos seus públicos mais directos: alunos, docentes, funcionários, mas também parceiros empresariais, fornecedores, instituições de outros graus de ensino, de solidariedade, de saúde, de âmbito cultural, etc....

Os objectivos que a Universidade de Aveiro pretende alcançar através da implementação da Universidade Digital passam pelo desenvolvimento de estruturas e serviços que fortaleçam a comunicação, interna e externa, promovam o sucesso escolar e a participação na vida académica, e que facilitem o dia-a-dia de qualquer cidadão que pretenda interagir com esta instituição, reforçando os laços com o tecido produtivo e fomentando a interacção científica e cultural com toda a sociedade.

Esta aposta acarreta para a UA exigências acrescidas em termos de infra-estruturas de rede de suporte a esses serviços, aumento do número de sistemas, aumento das larguras de banda nas ligações internas /externas e novas facilidades de acesso.

Neste sentido, encontra-se instalada uma rede wireless que abrange todo o campus universitário e as extensões do mesmo (em Águeda, no norte do distrito de Aveiro, …), abrangendo todos os edifícios que o constituem, bem como os espaços exteriores envolventes. Tendo sido aberta à utilização pública em Janeiro de 2003, esta tecnologia "sem fios" tem vindo a ser massivamente utilizada pela comunidade académica. O crescimento do número de utilizadores tem sido exponencial: no mês de Abril registavam-se já cerca de 1400 utilizadores activos, dos quais 86% eram alunos.

Esta funcionalidade permite aos públicos da Universidade de Aveiro que usufruem do espaço do campus, mas que não disponham de um local físico pré-estabelecido para ligação à Internet (como é o caso dos estudantes de pós-graduação, ou de formação contínua, visitantes, jornalistas ou conferencistas) conseguir aceder em tempo real aos sistemas de informação disponíveis. Deste modo, qualquer utilizador pode aceder à internet em qualquer local abrangido pela rede sem fios, e assim usufruir dos serviços que caracterizam o espaço global Internet e aceder a todo o conjunto de serviços existentes no campus (a secretaria virtual, as ferramentas de ensino à distância, o catálogo da biblioteca, os conteúdos programáticos e de avaliação de disciplinas,...). A flexibilidade de instalação desta tecnologia wireless permite, igualmente, que a rede chegue a locais onde, de outra forma seria moroso, dispendioso ou difícil a instalação de cablagens, por razões arquitectónicas ou de acessibilidade.

Estes projectos, para além das implicações directas no dia a dia da comunidade universitária, pressupõem uma mais profunda alteração dos paradigmas que lhe serviram de base ao longo dos últimos séculos: a sala de aula, o laboratório ou o gabinete de trabalho pode ser qualquer ponto do campus.

Assim, é conferido valor acrescentado a cada local de trabalho, atribuindo-lhe valências, muito para além daquelas para que foi inicialmente concebido, pela capacidade de acesso a conteúdos e serviços via Internet, através de um único ponto: o computador.

Um exemplo desse paradigma é que, actualmente, na Biblioteca da UA se deixou de expandir o número de pontos de acesso físico à Internet e se detectou a necessidade de instalar dezenas de tomadas eléctricas para alimentar os carregadores dos computadores portáteis pessoais dos utilizadores da Biblioteca, que aí acedem à Internet e a todos os serviços que lhe estão associados. Mais ainda, estando fisicamente na Biblioteca da UA, um aluno pode estar a consultar remotamente, através desse seu computador, uma qualquer publicação de uma qualquer biblioteca de outro país, ler o seu e-mail, efectuar cópias de segurança em arquivos centrais, aceder a um serviço de impressão instalado noutro espaço do campus, efectuar a sua inscrição num exame, ou fazer exercícios práticos ou mini-testes de determinada disciplina, tendo acesso à sua correcção, etc.…

Não estamos a falar de ficção científica, esta é a realidade concretizável através da exploração das estruturas e dos meios que as tecnologias proporcionam. Mais importante, até, que a expansão e a massificação das tecnologias é a sua disponibilização e adequação aos fins para que são criadas. È nesse sentido que a Universidade de Aveiro tem vindo a consolidar e a expandir a constituição de diversos serviços de utilização corrente e generalizada sobre esta plataforma digital: é o caso da Secretaria Virtual, do Légua (um repositório sistematizado de legislação, normativos e deliberações e manual de procedimentos da Universidade), do acesso digital à Biblioteca, dos serviços suportados pelas plataformas de e-learning. Integrados no conjunto de projectos submetidos pela UA ao Programa Aveiro Digital, estarão também em utilização, a muito breve prazo, sistemas integrados de gestão de recursos humanos, de gestão documental e de gestão de infra-estruturas da UA, de monitorização remota de sistemas e serviços informáticos, entre outros.

Estamos, assim, convictos de que esta linha de intervenção da UA se assumirá como um contributo para o desenvolvimento de uma sociedade informada, produtora de conhecimento, competitiva e integrada.


Não é ficção científica, mas uma realidade concretizável através da exploração de estruturas e meios

sábado, maio 29, 2004

Duas boas crónicas...

...sobre questões da realidade tecnológica, feitas pelo Dito Cujo: aqui e aqui

quinta-feira, julho 17, 2003

Pacheco Pereira e o deposito de Blogues

Pacheco Pereira coloca o dedo na ferida em opinião publicada hoje no Público. Como estes textos só ficam disponíveis durante 7 dias, nada melhor do que colocar o texto todo aqui.
E fica a ideia: que tal criar um arquivo de blogs?

O "DEPÓSITO OBRIGATÓRIO" DA INTERNET PORTUGUESA
Por JOSÉ PACHECO PEREIRA
Quinta-feira, 17 de Julho de 2003

Uma parte muito significativa do retrato do Portugal contemporâneo perde-se todos os dias sem apelo nem agravo: a Internet portuguesa. Se bem que eu seja suspeito de querer fazer e guardar o mapa com o tamanho do país que representa, ou seja tudo, nem por isso deixo de me preocupar com essa evaporação invisível dos "bits", assim como de outras formas de "efemera", onde uma parte muito especial do nosso país devia ficar para a memória colectiva.

Guardamos e bem os jornais de paróquia, perdemos e mal as páginas pessoais, os fanzines obscuros, as revistas electrónicas, os blogues apagados, os "sites" de futebol, os locais de raiva e paixão, "hobbies" curiosos, páginas que duram a brevidade de uma campanha eleitoral, elogios e insultos (mais os insultos) nos "newsgroups", "chats" estudantis com linguagens únicas, grafismos de "pastiche", mas reveladores de um gosto ou de escolhas de imitação, músicas experimentais, primícias literárias, obsessões, cultos, etc., etc. Deixo de parte outro aspecto, mais de arquivo do que de "biblioteca", do registo permanente de muita da actividade institucional, governo em particular, e que já se faz usando correio electrónico, que se apaga para sempre, sem o registo mais durável do papel. Nos EUA esta é uma questão controversa, mas para a qual já se avançou com legislação cobrindo o correio electrónico e as mensagens.

O Portugal que fala na Internet é apenas uma parte do Portugal contemporâneo, uma parte muito reduzida, com acesso ao computador, socialmente muito definida, em grande parte urbana e juvenil. Mas a sua voz mostra-se na Internet como em nenhum outro lado, numa altura em que cada vez há menos cada uma destas coisas em papel. E, se não se pode conhecer a vida de uma aldeia ou vila pequena sem o jornal local, mesmo que se fique pelas notícias de formaturas (em desuso a não ser nos jornais de emigrantes), casamentos ou necrologias, também será difícil perceber os nossos dias sem a Internet portuguesa.

Não me refiro sequer às revistas mais estruturadas como a Zona Non ( http://zonanon.com/ ), o Ciberkiosk ( http://www.ciberkiosk.pt/ ) (já falecido), a Storm ( http://www.storm-magazine.com/ ),ou ao excelente "site" sobre o pensamento político no Portugal contemporâneo que José Adelino Maltez tinha e que também parece já ter morrido. Refiro-me ao mais precário, às páginas que um descendente moderno dos autores de monografias locais mantém sobre a sua aldeia, ou ao álbum do fotografias de uma família, ou a uma página de um pequeno clube de futebol ou xadrez.

Veja-se o caso da blogosfera. A blogosfera devia ter um "depósito obrigatório" imediato. Os blogues, enquanto formas individualizadas de expressão, originais e únicas, são uma voz imprescindível para se compreender o país em 2003. Eles expressam um mundo etário, social, comunicacional, cultural, político que, sendo uma continuação do mundo exterior, tem elementos "sui generis". Nenhum retrato da direita portuguesa em 2003 pode prescindir dos blogues da UBL ( http://blogues-livres.mirrorz.com/ ), nem um da esquerda do Blog de Esquerda ( http://blog-de-esquerda.blogspot.com/ ); nenhum retrato dos consumos culturais lisboetas de vários blogues "culturais" como O Crítico ( http://criticomusical.blogspot.com/ ), ou a Janela Indiscreta ( http://blog-de-esquerda.blogspot.com/ ); nenhum retrato do jornalismo sem os blogues de jornalistas; nem nenhuma história da obscenidade nacional (uma velha tradição portuguesa de Bocage a Vilhena) pode prescindir de O Meu Pipi ( http://omeupipi.blogspot.com/ ). Mil e um pequenos eventos, concertos de música, sessões literárias, jantares de jovens intelectuais, crónicas sociais de outro tipo de "sociedade", que nunca chegam aos jornais, encontram aí relatos testemunhais complementares dos do jornalismo tradicional. É um bocado como a correspondência no século XVIII e XIX, uma rara fonte para um reverso da história institucional oficial ou dos seus avatares.

Esta é uma tarefa patrimonial importante e é sabido que penso ser o património a essência das tarefas que cabem ao Ministério da Cultura. A lei que obriga ao depósito obrigatório está completamente desactualizada, e uma nova lei está a ser discutida há tempo demais, sem andar para a frente. Algumas tentativas sem continuidade foram feitas na Biblioteca Nacional, incluindo um estudo em colaboração com o ISCTE sobre o "arquivamento" da Internet, já em 2001. Depois disso o que é que se fez?

Quem é responsável, quem manda e não está a cumprir com as suas obrigações? Alguém há-de ser. Entretanto, continua a canalizar-se milhares de livros para instituições que não tem hoje qualquer sentido funcionarem com "depósito obrigatório". O anacronismo da lei aumenta as pilhas de livros e periódicos inúteis porque impossíveis de classificar, catalogar ou disponibilizar, desbaratando esforços que seriam mais úteis noutras actividades. Conheço pelo menos um caso em que vão para o lixo discretamente. Também tenho a certeza de que se lhes quiserem tirar o "depósito obrigatório" vão gritar por todos os lados.

O anacronismo mais prejudicial da lei é a sua dominação pelo papel, por guardar tudo o que é de papel e feito numa tipografia - exceptuando cartões de visita, facturas e impressos ...- e ignorar ou deixar num limbo perigoso todos os outros suportes de informação, ou mesmo espécies em papel que surgiram nas últimas décadas com a facilitação dos meios de impressão.

A lei ainda pensa nas tipografias de chumbo, e não nas impressoras a laser. Eu conheço nalgumas livrarias "alternativas" (e tenho na minha colecção) centenas de espécies que não estão na Biblioteca Nacional. Que tal é a vossa colecção de "O Berro - Arauto da Tertúlia Académica de Direito", do "Laranjinha", boletim do PSD de Torres Novas, do "Mais por Sintra - Jornal de Campanha da Candidatura de Edite Estrela" ou da "Voz do Povo -Boletim Informativo dos Grupos de Estudo Che Guevara" ? Pode ser que tenha acertado em algum que exista nos catálogos, mas não me parece. Quem guarda os CD-ROM, quem guarda os discos alternativos, quem guarda os fanzines, quem guarda os panfletos políticos e a parafernália dos objectos de campanha, quem guarda os arquivos digitais, quem guarda a Internet portuguesa?

Ninguém, diz o romeiro

terça-feira, julho 01, 2003

In memoriam

Morreu Henrique Correia. Morreu o homem e o administrador da Vodafone, o responsável pela revista da APDC, a “Comunicações” e uma figura incontornável na regulação entre operadores de telecomunicações.
Um homem frontal, uma “fonte” cheia de humor, uma figura que nos punha bem dispostos e a pensar.
Henrique Correia, quer na sua função na Vodafone quer na APDC sabia o que queria e tinha a coragem, não muito normal no meio económico, de dizer e escrever aquilo que sentia e que era necessário para o sucesso das entidades que servia.

Henrique Correia já tinha muitos anos de telecomunicações (passou inclusivé pela Marconi) e era desde 1992 – por isso um dos mais antigos – quadro da Vodafone. A sua presença imponente e a sua voz característica faziam com que aquilo que dizesse soasse de forma concludente.

E era uma pessoa que falava, que gostava de viver. Acho que não arranjava grandes inimigos porque ninguém pode ser inimigo de quem diz aquilo que pensa e de quem defende com convicção as suas ideias e ideais.

Falar de telecomunicações vai passar a ser diferente. Diferente porque teremos um outro actor, diferente porque as pessoas terão que agir de outra forma.

Claro que é importante falar de comunicações, num mercado ainda pouco liberalizado, com ex-reguladores a tornarem-se conselheiros da PT e com o mercado ainda estagnado...

João Oliveira

segunda-feira, junho 16, 2003

Decisões

Quem acompanha com alguma regularidade a imprensa especializada e os sítios Web das empresas que trabalham nas áreas de electrónica, informática, telecomunicações deve sentir por vezes uma raiva especial por estar em Portugal. Um dos exemplos mais curiosos passa-se com os desgraçados que gostam da marca Sony na sua vertente computorizada. Uma das marcas mais idolatradas do mundo depois dos Apple, os vários equipamentos da marca VAIO não são comercializados no país, tal como os PDA Clié… Somos pequenos, não se justifica, este artigo serve para criar pressão nas estruturas que decidem estas coisas…

Isto não acontece só nos computadores – decidir que zona do país tem mais cedo ADSL, cabo é outra “coisa” que passa muito pouco por decisões baseadas em outra coisa que não os números…

A verdade é que desde que uma invenção ou avanço tecnológico sai da prancheta de desenho até surgir, como protótipo ou produto no mercado vai um passo que tem que passar pelas capacidades de marketing, inteligência ou abertura dos que recebem estas propostas e têm que encaixá-las na sua gama de produtos e no próprio mercado.

A verdade é que as empresas jogam com isso. Um dos exemplos mais conhecidos e mais falados actualmente passa-se com o vídeo-telefone da Portugal Telecom.

Não é uma tecnologia recente nem sequer um produto que só agora poderia estar disponível. Não. É algo que internacionalmente e nacionalmente poderia ser colocado no mercado e só o foi agora porque interessava ao marketing. Os cidadãos que esperem…

terça-feira, junho 03, 2003

Wi-Fi

Wi-Fi

Já todos falam de wi-fi, redes sem fios ou ligações à Internet em banda larga. Neste momento, fazem-se apostas sobre quem primeiro entra no mercado, quem tenta arranjar soluções inovadoras ou vantajosas mas poucos se lembram que quem apostou em acessos, sem rede, à escala nacional, foi o Governo, através do projecto e-U – Campus Virtuais.

Mas o wi-fi não serve somente para colocar os campus universitários com rede completa. Serve para muito mais, tal como a banda larga. Mas antes de prosseguir neste devaneio tecnológico, convinha lembrar afinal o que estamos a falar.

Aceder à Internet actualmente significa duas coisas: ou temos uma ligação à Internet na empresa, em ADSL ou RDIS ou por cabo. Ou então temos um acesso gratuito, por linha telefónica, que transforma um acesso corrente numa longa maratona, ideal para ver e-mails mas não para conteúdos com outras características. A verdade é que a ligação por linha telefónica é lenta e não possibilita quer recursos multimédia quer outras funcionalidades que uma ligação mais rápida permite.

Por outro lado, um verdadeiro plano de banda larga, criado por governos (nacional, regional) ou entidades privadas permitirá que comunidades dispersas possam usufruir do acesso a esta rede de conhecimento de uma forma que antes não seria possível. Porque não vale a pensa estar a explicar conceitos técnicos: o que interessa são os benefícios. E esses benefícios são muito palpáveis: a comunidade emigrante poder enviar correio electrónico aos seus familiares, entrar em contacto com eles em videoconferencia, manter uma página de fotografias...

É um mundo de oportunidades que uma adequada lógica de integração entre associações, entidades privadas e públicas poderá dar vida!

quarta-feira, maio 14, 2003

Esperança

Esperança

Finalmente há um site da Câmara Municipal de Aveiro, entidade esta que parecia uma troglodita da Idade da Pedra na era da tecnologia. E o primeiro olhar por http://www.cm-aveiro.pt deu-me para escrever quatro pensamentos. Duas alegrias, uma desilusão e uma esperança, que é ao mesmo tempo um desafio.

A primeira alegria passa, desde logo, pela existência do site. Finalmente a Câmara de Aveiro mostra-se ao mundo e mantém um site que espero que seja uma ferramenta de trabalho e não um mero mostruário de textos legais e com formulários verdadeiramente electrónicos – já passámos a fase do “Download”, não acham?

A segunda alegria, por alguns dos serviços e informações já existentes, nomeadamente a questão do mapa interactivo (saúda-se embora pudesse estar melhor) e as actas de reunião de Câmara desde 1993 – espera-se que com melhor sistema de pesquisa). Também alguns documentos já em discussão pública – muito embora o sistema de abertura em janela seja complicado - é de aplaudir!

A desilusão, que é ao mesmo tempo uma esperança, prende-se com a questão do actual site ser ainda um esqueleto. Um esqueleto com ossos que o potenciam como forte – claro que com pequenas mazelas – mas ainda sem os músculos que o tempo de espera poderia prever... Há já algum material inserido e há, segundo a vereadora e mãe do site Lusitana Fonseca, 28 editores para mais inserir. Isso é bom, espero é que também haja um supereditor... Caso contrário...

A esperança, é que alguns dos erros já notados – campos de pesquisa melhores, algumas exigências descabidas, informação veiculada com algum desiquilibro, seja melhorada e, principalmente, mantida... e que mais serviços floresçam, num espaço que deve ser de participação pública e não de glorificação política.

quarta-feira, maio 07, 2003

Comunicações

A recente apresentação publicitária da Vodafone sobre o Connect Card possibilita a visão de algo que já é corriqueiro para o “teckie” mas que o utilizador comum só agora se apercebe. E lança uma dúvida sobre a iliteracia digital e tecnológica do comum dos mortais.

Para um utilizador que saiba algo de novas tecnologias – desde comunicações a Bluetooth, desde Wi-Fi a GPRS – a leitura dos vários manuais de instruções, uns telefonemas exasperantes para os centros de atendimento ao cliente e alguma técnica de “acerto-erro-acerto” faz com que seja possível colocar um PDA a comunicar com um telemóvel e a partir dai receber correio electrónico ou navegar na Internet. Mais fácil, porque integrado, é a possibilidade de utilizar as tecnologias WAP do telemóvel. Ou outras soluções.

Isto quer dizer o seguinte: as campanhas devem ser pedagógicas. Os produtos devem ser apetecíveis. Não apenas em relação ao embrulho que se faz mas sim na integração das tecnologias. É muito bonito dizer que é possível algo, mostrar a facilidade de determinada solução mas sem as pessoas perceberem o como, tudo se dilui.

Isto leva à grande discussão tecnológica-design-comunicação: como fazer produtos de tecnologia com usabilidade, design e perceptiveis para o utilizador comum. Como escrever manuais e menus à prova de “idiotas” – aqueles que são tão cheios de ideias que só lêem o manual quando já fizeram asneira.
Há a outra vertente: a explicação tecnológica, a formação e a educação para a ciência. Um passo de gerações. Sempre impossível de vencer.

quarta-feira, abril 23, 2003

killers

Um dos termos mais conhecidos do jargão de negócio na área das tecnologias é “killer aplications”. E são fundamentais para a percepção – por vezes errada – daquilo para o qual estamos a trabalhar.
“Aplicações de morte” – o termo em inglês é engraçado mas é significativo pois lembra que a utilidade do objecto-tecnologia depende de uma aplicação fulcral (e por isso mortal quando não existente) para a sobrevivência do produto.

Afinal o que são “killers aplications”? Bem, não estamos a falar de algo específico mas sim de um conceito que de acordo com a ferramenta tecnológica satisfaz as necessidades do consumidor.

Uma das mais conhecidas discussões sobre o UMTS – os actualmente famigerados telefones de terceira geração – prendia-se exactamente com a necessidade – sentida ou induzida – que o consumidor iria ver resolvida com a aquisição de determinado produto tecnológico.

Obviamente que estamos a falar de produtos tecnológicos que de alguma forma suportam aplicações. E podemos falar de vários exemplos: as caixas interactivas para televisão por cabo interactiva, os novos telefones móveis com múltiplas capacidades, os próprios Tablet PC...

Cada uma destas ferramentas precisa, como uma necessidade única, de uma aplicação que as pessoas usem e necessitem muito – ou que lhes seja criada essa necessidade.
No caso dos telefones móveis, a sua principal função – a voz – continua a ser a que mais receitas gera. Só que enquanto essa área tem um nível de expansão limitado (o tempo é muito escasso) a área das comunicações de dados é de interesse financeiro superior. E nessa, a qquestão da “aplicação” que gere receitas é fundamental. Actualmente, como todos bem sabemos, é o SMS ou os sub-produtos dele derivados que absorvem a fatia de leão mas qualquer empresa gostaria de saber qual a nova “apetência” que irá siderar os consumidores... A tal killer aplication!

terça-feira, abril 15, 2003

Segurança

Em estudos vários, a segurança na área informática tem um papel preponderante como o verdadeiro “Velho do Restelo” para as tecnologias da informação e para o espalhar do uso pelo cidadão comum.

Os problemas são vários. Para empresas, para os cidadãos e para o utilizador ocasional. Qualquer um sofre. E dada a forma como as tecnologias estão disseminadas, todos sofremos.

As estatísticas não dissem nada de especial que as notícias mais recentes já não nos tenham dito. Em termos básicos, a segurança é um factor fundamental em termos informáticos. Seja porque está a correr o risco de fornecer informação pessoal, quer pelo estigma que permanece nas compras electrónicas, devido à necessidade de transferir informação sensível.

Menos grave do que a intrusão de um desconhecido no seu computador está a destruição do seu disco (ou algo parecido) perpretado por um vírus. E tudo porque não actualizou o seu programa de antivirus. Ou porque simplesmente nunca adquiriu nenhum... Quando eles são tão baratos!

Lição número um da segurança: actualize-se! Os programas podem vir com defeitos (bugs) mas as empresas vão tentando tapar esses buracos. E as empresas de antivirus são, por seu turno, especialistas em conseguir encontrar antídotos para os maiores problemas que nos chegam pela caixa de correio electrónico.

Lição número dois: nunca é demais prevenir... Sabe que todos nós conhecemos alguém que estava prestes a fazer o seu “backup” anual/semestral da informação que tem no disco quando se deu aquele problema “grave” e ele perdeu tudo? Ou que o computador portátil sofreu uma queda e a informação se perdeu? Pois... numa altura em que os CD para gravar estão tão baratos...
Continuamos as lições para uma próxima oportunidade!

jmo@esoterica.pt

Aveiro e as tecnologias

Segundo a ZDNet, a Sight Portuguesa, consultora de gestão, foi a empresa seleccionada pela Câmara Municipal de Aveiro para proceder à inventariação de 30.000 bens que compõem o seu universo patrimonial.

“O facto de o município de Aveiro ter preferido a SIGHT para levar a cabo este trabalho de responsabilidade deve-se, sobretudo, à nossa experiência”, declarou Pedro Costa, Director-Geral Adjunto da SIGHT Portuguesa. “Demonstra a satisfação que o nosso trabalho deixou noutras autarquias nas quais realizámos projectos da mesma natureza”, concluiu o responsável da consultora segundo a notícia.
O projecto foi complementado com a elaboração de um Manual de Procedimentos que consiste na criação de regras claras, especificamente definidas para a optimização da gestão do imobilizado pertencente à Câmara Municipal de Aveiro. Os trabalhos foram concluídos com a migração de toda a informação recolhida para o software AIRC utilizado pelo município de Aveiro. E o site???