terça-feira, abril 15, 2003

Segurança

Em estudos vários, a segurança na área informática tem um papel preponderante como o verdadeiro “Velho do Restelo” para as tecnologias da informação e para o espalhar do uso pelo cidadão comum.

Os problemas são vários. Para empresas, para os cidadãos e para o utilizador ocasional. Qualquer um sofre. E dada a forma como as tecnologias estão disseminadas, todos sofremos.

As estatísticas não dissem nada de especial que as notícias mais recentes já não nos tenham dito. Em termos básicos, a segurança é um factor fundamental em termos informáticos. Seja porque está a correr o risco de fornecer informação pessoal, quer pelo estigma que permanece nas compras electrónicas, devido à necessidade de transferir informação sensível.

Menos grave do que a intrusão de um desconhecido no seu computador está a destruição do seu disco (ou algo parecido) perpretado por um vírus. E tudo porque não actualizou o seu programa de antivirus. Ou porque simplesmente nunca adquiriu nenhum... Quando eles são tão baratos!

Lição número um da segurança: actualize-se! Os programas podem vir com defeitos (bugs) mas as empresas vão tentando tapar esses buracos. E as empresas de antivirus são, por seu turno, especialistas em conseguir encontrar antídotos para os maiores problemas que nos chegam pela caixa de correio electrónico.

Lição número dois: nunca é demais prevenir... Sabe que todos nós conhecemos alguém que estava prestes a fazer o seu “backup” anual/semestral da informação que tem no disco quando se deu aquele problema “grave” e ele perdeu tudo? Ou que o computador portátil sofreu uma queda e a informação se perdeu? Pois... numa altura em que os CD para gravar estão tão baratos...
Continuamos as lições para uma próxima oportunidade!

jmo@esoterica.pt

Aveiro e as tecnologias

Segundo a ZDNet, a Sight Portuguesa, consultora de gestão, foi a empresa seleccionada pela Câmara Municipal de Aveiro para proceder à inventariação de 30.000 bens que compõem o seu universo patrimonial.

“O facto de o município de Aveiro ter preferido a SIGHT para levar a cabo este trabalho de responsabilidade deve-se, sobretudo, à nossa experiência”, declarou Pedro Costa, Director-Geral Adjunto da SIGHT Portuguesa. “Demonstra a satisfação que o nosso trabalho deixou noutras autarquias nas quais realizámos projectos da mesma natureza”, concluiu o responsável da consultora segundo a notícia.
O projecto foi complementado com a elaboração de um Manual de Procedimentos que consiste na criação de regras claras, especificamente definidas para a optimização da gestão do imobilizado pertencente à Câmara Municipal de Aveiro. Os trabalhos foram concluídos com a migração de toda a informação recolhida para o software AIRC utilizado pelo município de Aveiro. E o site???

terça-feira, abril 01, 2003

Ler em crise

Se estamos em crise ou não, isso serve como motivo para inúmeros artigos mas não nesta coluna. Aqui escreve-se tendo como premissa que o leitor precisa de tecnologia, até tem tecnologia em casa (em abundância) e precis de alguma lógica centralizadora.

Quando adquirimos um leitor de CD-ROM, uma aparelhagem ou um computador (sem falar numa câmara de vídeo e/ou máquina fotográfica digital, é imperioso, nos dias que correm, optar tendo em conta a convergência e os equivalentes do que temos em casa. Por uma simples e prática razão: dinheiro!

As características técnicas do que adquirimos são importantes, sem dúvida, mas o orçamento suplementar para adequar as várias aquisições tecnológicas poderá ser um argumento decisivo. Há inúmeros exemplos para vos mostrar.

A aquisição de uma aparelhagem ou somente um módulo depende das capacidades financeiras e de adaptação para o local que se destina, mas é completamente dispensável se o objectivo é ouvir um CD no local da casa (tipo escritório) onde está o computador. Há sempre soluções convergentes e o planear cuidado das aquisições é fundamental.

Vejam o caso de uma máquina fotográfica: para quem não tem computador é melhor esqauecer outra opção que não uma máquina fotográfica normal, compacta ou “reflex”. Mas para quem tem uma reflex, talvez seja melhor, na altura da aquisição de uma digital, aquela que receba as objectivas que temos a mais. Por outro lado, se adquirimos uma máquina fotográfica digital e já temos outro equipamento parecido, convém ver o sistema de armazenagem: quem tem uma Microdrive estará interessado em ter um equipamento com Compact Flash mas quem tenha um portátil Sony poderá estar interessado num com MemoryStick.
Para quem vai construir uma casa, o importante é ter toda a casa com cabos de rede, dado que o custo é insignificante (talvez mais 500/1000 euros) e as capacidades obtidas são múltiplas. Já numa casa que não deva ter fios, os sistemas wireless são um “must”...

terça-feira, março 25, 2003

Solidários

Estou a utilizar um computador. No meu dia-a-dia. Quem me lê, decerto usa um. Ou dois. Ou mesmo três, quando não são dos que têm três computadores em casa e por vezes o portátil do emprego.

Nas empresas começam a existir computadores em todas as esquinas. Aliás, em todo o lado. E esses computadores estão a ser utilizados numa pequena parte da sua capacidade. E nem sequer estou a referir-me a projectos de partilha de capacidade de processamento. Estou a falar do aproveitamento de computadores antigos.

As empresas e outras instituições, especialmente aquelas mais industrializadas, costumam ter computadores antigos, cujas actualizações ou exigências profissionais transformam em “óptimos pesos-mortos” que só exasperam o seu (ainda) utilizador ou nem para isso servem, pois estão desligados a um canto.

Esses computadores podem ajudar muitos. Podemos ter uma geração futura que saiba mais sobre computadores mas, mais do que isso, podemos ter uma geração presente – quer nova quer menos “nova” – a aprender mais sobre a ferramenta que mudou a nossa forma de trabalhar.

A forma de ajudar pode simples e requer pouco esforço. O conceito parte do princípio que existe solidariedade. Este conceito poderá ser uma realidade num futuro próximo e apoiar um conjunto de pessoas para quem o “digital divide” – a designação universal entre info-incluídos e info-excluídos – é mais do que algo que não entendem, uma realidade concreta: a de imaginar o computador, as novas tecnologias – sim, até o telemóvel – como um papão imenso...

jmo@esoterica.pt