terça-feira, abril 01, 2003

Ler em crise

Se estamos em crise ou não, isso serve como motivo para inúmeros artigos mas não nesta coluna. Aqui escreve-se tendo como premissa que o leitor precisa de tecnologia, até tem tecnologia em casa (em abundância) e precis de alguma lógica centralizadora.

Quando adquirimos um leitor de CD-ROM, uma aparelhagem ou um computador (sem falar numa câmara de vídeo e/ou máquina fotográfica digital, é imperioso, nos dias que correm, optar tendo em conta a convergência e os equivalentes do que temos em casa. Por uma simples e prática razão: dinheiro!

As características técnicas do que adquirimos são importantes, sem dúvida, mas o orçamento suplementar para adequar as várias aquisições tecnológicas poderá ser um argumento decisivo. Há inúmeros exemplos para vos mostrar.

A aquisição de uma aparelhagem ou somente um módulo depende das capacidades financeiras e de adaptação para o local que se destina, mas é completamente dispensável se o objectivo é ouvir um CD no local da casa (tipo escritório) onde está o computador. Há sempre soluções convergentes e o planear cuidado das aquisições é fundamental.

Vejam o caso de uma máquina fotográfica: para quem não tem computador é melhor esqauecer outra opção que não uma máquina fotográfica normal, compacta ou “reflex”. Mas para quem tem uma reflex, talvez seja melhor, na altura da aquisição de uma digital, aquela que receba as objectivas que temos a mais. Por outro lado, se adquirimos uma máquina fotográfica digital e já temos outro equipamento parecido, convém ver o sistema de armazenagem: quem tem uma Microdrive estará interessado em ter um equipamento com Compact Flash mas quem tenha um portátil Sony poderá estar interessado num com MemoryStick.
Para quem vai construir uma casa, o importante é ter toda a casa com cabos de rede, dado que o custo é insignificante (talvez mais 500/1000 euros) e as capacidades obtidas são múltiplas. Já numa casa que não deva ter fios, os sistemas wireless são um “must”...

terça-feira, março 25, 2003

Solidários

Estou a utilizar um computador. No meu dia-a-dia. Quem me lê, decerto usa um. Ou dois. Ou mesmo três, quando não são dos que têm três computadores em casa e por vezes o portátil do emprego.

Nas empresas começam a existir computadores em todas as esquinas. Aliás, em todo o lado. E esses computadores estão a ser utilizados numa pequena parte da sua capacidade. E nem sequer estou a referir-me a projectos de partilha de capacidade de processamento. Estou a falar do aproveitamento de computadores antigos.

As empresas e outras instituições, especialmente aquelas mais industrializadas, costumam ter computadores antigos, cujas actualizações ou exigências profissionais transformam em “óptimos pesos-mortos” que só exasperam o seu (ainda) utilizador ou nem para isso servem, pois estão desligados a um canto.

Esses computadores podem ajudar muitos. Podemos ter uma geração futura que saiba mais sobre computadores mas, mais do que isso, podemos ter uma geração presente – quer nova quer menos “nova” – a aprender mais sobre a ferramenta que mudou a nossa forma de trabalhar.

A forma de ajudar pode simples e requer pouco esforço. O conceito parte do princípio que existe solidariedade. Este conceito poderá ser uma realidade num futuro próximo e apoiar um conjunto de pessoas para quem o “digital divide” – a designação universal entre info-incluídos e info-excluídos – é mais do que algo que não entendem, uma realidade concreta: a de imaginar o computador, as novas tecnologias – sim, até o telemóvel – como um papão imenso...

jmo@esoterica.pt

terça-feira, março 18, 2003

Marcar a diferença

Como vos lembrei numa das mais recentes crónicas, é fundamental pensar no interesse dos conteúdos que se colocam num site Internet. Aliás, é mero senso comum, lembrar algo que deve presidir ao nosso quotidiano – pensar antes de fazer, organizar matérias e só depois andar para a frente.

A organização é fundamental e muitas das queixas que se recebem dos sistemas electrónicos passam, curiosamente, pela suposta falta de organização. As queixas variam entre o correio electrónico publicitário não solicitado (mais conhecido como SPAM), o excesso de e-mail recebidos, a massa dispersa de informação na Internet ou o pouco tempo que têm disponíveis.

Para outros, as ferramentas com que trabalham não os ajudam.

Se para certas matérias eu não tenho solução possível, queria ajudar-vos um pouco na gestão dos serviços, sites e ferramentas que usam na Internet. A solução é das mais fáceis que até agora encontrei e consegue-se atingir um resultado satisfatório em pouco tempo.

Basicamente, sugiro que utilizem as actuais ferramentas que devem ter no computador (ferramentas do tipo Office) e o espaço em disco que qualquer fornecedor de acesso possibilita para a criação de uma homepage. A partir disso, é só trabalhar um pouco e conseguir que tudo o que interesse esteja disponível onde quer que se encontre.
A Microsoft, no Windows XP, já começa a lançar esta ideia. Mas eu sugiro que cada um faça de forma manual.

Para começar, crie um documento (Word, por exemplo) com descrições e links para todos os serviços que habitualmente precisa: desde os jornais que lê até ao site da TV Cabo ou de assinante TMN, do banco online até à EDP. Escreva todos os links. Faça o mesmo com o calendário do Outlook, os seus contactos, outros ficheiros inadiáveis. Faça ligações entre eles e grave como uma página web. E envie. E tem tudo disponível, num endereço que só você é que sabe...

Os utilizadores de Mac, mais concretamente das últimas versões, têm tudo o que até agora escrevi muito integrado no computador. Lógicas Apple
Recomendação óbvia: existem na net serviços que permitem guardar, com username e password a informação...

terça-feira, março 11, 2003

Governo electrónico



O Governo Electrónico tem a ver com o relacionamento integrado dos vários departamentos governamentais na utilização das tecnologias, com vista à prestação de melhores serviços e informação aos cidadãos e empresas.

O Governo Electrónico não é somente um projecto tecnológico. A sua parte fundamental consiste na definição de standards comuns para o Governo, na prestação de serviços de forma mais eficiente e na promoção de um trabalho integrado entre os departamentos governamentais, aproveitando ao máximo as potencialidades da tecnologia. Nos dias de hoje, queremos e necessitamos que a informação e os serviços governamentais estejam disponíveis 24 horas por dia 7 dias por semana.

A sociedade portuguesa adoptou rapidamente as novas formas de comunicação e o Governo Electrónico pretende ser a resposta do Governo de Portugal a este novo desafio. O Governo Electrónico vai permitir a prestação de novos e melhores serviços aos cidadãos e promover uma economia baseada no conhecimento e na prosperidade sustentável. Vai também facilitar às empresas fazerem negócio com o Governo e obterem informações de forma mais rápida e barata.
É importante que todos os desenvolvimentos futuros e investimentos realizados no âmbito do Governo Electrónico sejam realizados de uma forma integrada e coordenada entre si. Deste modo, a definição de eixos de intervenção, prioridades e metas quantificadas para o Governo Electrónico encontra um enquadramento estratégico integrado no Plano de Acção que a UMIC irá apresentar.

Acha que esta visão tem algo a ver consigo? Acha que isto o poderá ajudar no seu trabalho, na sua empresa ou no seu dia-a-dia? Gostava de ter a sua opinião. Envie-me um email para jmo@esoterica.pt