terça-feira, março 11, 2003

Governo electrónico



O Governo Electrónico tem a ver com o relacionamento integrado dos vários departamentos governamentais na utilização das tecnologias, com vista à prestação de melhores serviços e informação aos cidadãos e empresas.

O Governo Electrónico não é somente um projecto tecnológico. A sua parte fundamental consiste na definição de standards comuns para o Governo, na prestação de serviços de forma mais eficiente e na promoção de um trabalho integrado entre os departamentos governamentais, aproveitando ao máximo as potencialidades da tecnologia. Nos dias de hoje, queremos e necessitamos que a informação e os serviços governamentais estejam disponíveis 24 horas por dia 7 dias por semana.

A sociedade portuguesa adoptou rapidamente as novas formas de comunicação e o Governo Electrónico pretende ser a resposta do Governo de Portugal a este novo desafio. O Governo Electrónico vai permitir a prestação de novos e melhores serviços aos cidadãos e promover uma economia baseada no conhecimento e na prosperidade sustentável. Vai também facilitar às empresas fazerem negócio com o Governo e obterem informações de forma mais rápida e barata.
É importante que todos os desenvolvimentos futuros e investimentos realizados no âmbito do Governo Electrónico sejam realizados de uma forma integrada e coordenada entre si. Deste modo, a definição de eixos de intervenção, prioridades e metas quantificadas para o Governo Electrónico encontra um enquadramento estratégico integrado no Plano de Acção que a UMIC irá apresentar.

Acha que esta visão tem algo a ver consigo? Acha que isto o poderá ajudar no seu trabalho, na sua empresa ou no seu dia-a-dia? Gostava de ter a sua opinião. Envie-me um email para jmo@esoterica.pt

segunda-feira, março 03, 2003

Bons negócios

Bons negócios

Estou a iniciar um projecto editorial lembrando o que foi o início da Internet em Portugal e tem sido com um pouco de nostalgia que tenho acompanhado a lógica empresarial dos dias que correm. A sério.

Nos primeiro tempos de Internet com alguma lógica comercial, acompanhávamos as grandes mudanças com o interesse de ver algo de novo a surgir – não a fechar – e com a garra que algo estava a mudar no mundo.

Duas ou três noticias desta semana deram-me a mesma sensação. A Overture adquiriu o Altavista e o projecto AlltheWeb.com, um conceito muito interessante que estava com alguma falta de fundos. Por sua vez, o Google adquiriu o conceito mais interesante da Net, através de uma das empresas com mais garra – o Blogger

Estes negócios irão gerar alguma expectativa, estou certo, mas os utilizadores vão tirar partido de vantagens e não de desvantagens. Ao contrário de outros projectos…

Se os projectos comerciais em Portugal não vingam, ou pelo menos não o aparentam, cabe a uma das iniciativas governamentais – o “Cidades/Regiões Digitais” esse espírito. Desde que trabalhem bem os diversos consórcios. Desde que não trabalhem em circuito fechado. Desde que o objectivo não seja satisfazer alguns amigos mas sim trabalhar para o bem comum e para projectos inovadores.

Não posso aceitar, como infonauta, as ideias de fecho de conteúdos de forma total que algumas entidades portuguesas iniciaram de forma irreversível. Há projectos com lógica, há projectos bonitos… e há modelos de negócio. Há formas de conseguir que os projectos vivam. Há condicionantes a ter, questões de marketing… Será que as pessoas esqueceram-se da racionalidade?

Se querem racionalidade, dou-vos um exemplo: quanto gasta a empresa “X” em publicidade? Ou em marketing? E quanto é que o site dessa entidade noticiosa custa por ano? E quantos visitantes têm? Esquecem-se dos benefícios para o nome da empresa? Basta fazer as contas e reparar que afinal há outras maneiras de sustentar um site! Basta querer.

terça-feira, fevereiro 18, 2003

eEurope

O Plano de Acção eEurope 2002, concebido para colocar a Europa online o mais rapidamente possível, "foi um sucesso", atingindo os principais objectivos propostos, segundo a Comissão Europeia, que divulgou as suas conclusões na semana passada.
Disponível em http://www.europa.eu.int/information_society/eeurope/news_library/index_en.htm , o relatório final sobre o eEurope 2002, um plano centrado em 11 áreas estratégicas e 64 indicadores, - e que foi lançado no Conselho Europeu da Feira, em 2000, durante a presidência portuguesa da União Europeia (UE) indica que o número de lares europeus ligados à Internet mais do que duplicou entre 2000 e 2002, situando-se actualmente nos 43 por cento.

Portugal está um pouco abaixo da média europeia neste indicador, já que apenas 32 por cento dos lares nacionais possuem ligação à Internet, ainda assim à frente de Espanha (31 por cento) e Grécia (14 por cento). Neste capítulo, a Holanda, Dinamarca e Suécia lideram o processo, qualquer deles com mais de dois terços dos lares ligados à Internet.

Algo que os estudos não escondem é que a utilização da rede continua a ser predominantemente masculina. Em Novembro de 2002, apenas 47 por cento das mulheres afirmavam navegar na Internet contra 60 por cento dos homens.
O mundo empresarial, pelo seu lado, trabalha bem. Está mais ligado à Internet dos que os lares, mostrando os indicadores que mais de 90 por cento das empresas dos Quinze possuem uma conexão à rede. O relatório vinca, contudo, que a esmagadora maioria das
conexões à Internet na Europa continuam a ser feitas através de ligações telefónicas em banda estreita, embora o cabo e o ADSL comecem a ganhar terreno.

No que diz respeito à situação nas escolas, o documento revela que mais de 90 por cento dos estabelecimentos de ensino europeus estão ligados à Internet e que, em 2002, existia um rácio de cerca de 10 alunos por cada computador off-line, contra os 12 existentes em 2001. O número de alunos por computador online desceu também de 25 para 17 no mesmo período.

Por outro lado, a Europa possui hoje a mais rápida rede vocacionada para a investigação do mundo, a GEANT, que interliga centros de investigação em 32 países, incluindo Portugal. Acelerar o comércio electrónico será uma das prioridades para o futuro, uma vez que, em Novembro de 2002, apenas 23,5 porcento dos utilizadores da Internet na UE compravam online. Portugal fica mais uma vez longe da média europeia, com os cibercompradores a ficarem pouco acima dos 10 por cento do total de utilizadores.
Estes são os números da realidade... Aqueles que dão que pensar!

jmo@esoterica.pt

terça-feira, fevereiro 11, 2003

O mistério do site sem ROI

Já todos sabem a cartilha que impera no presente: em termos de tecnologias, pensa-se em integração, sites com ROI (“return of investment” – retorno do investimento) ou possibilidades do mesmo se efectuar num curto período de tempo e negócio...

Ora para os mais antigos, isso nunca foi o espírito da Internet. Muito embora o lirismo já não impere como antigamente, os verdadeiros projectos partiram de quem acredita neles, de quem considera que uma determinada ideia deve estar disponível na Internet e que o retorno – se é algo quantificável – chegará por outras vias – ou pela própria.

Se vender uma ideia é algo de complicado, temos que pensar que aquilo que aceitamos colocar na Net só em determinados casos terá algum interesse para o consumidor/leitor/cliente. Lembrem-se que, quando se escreve um livro, provavelmente não se venderá toda a tiragem. As pessoas poderão comprar e não lê-lo... As vantagens daquilo que se coloca na Internet é que todos podemos ler (ou não, basta fechar...) e podemos interagir... Uma liberdade imensa que a interactividade permite. Há que aproveitá-la!


A verdade é que os projectos de sucesso – que curiosamente depois de vendidos perdem a sua “aura mágica” foram aqueles que não tiveram ao lado, quase ao mesmo tempo que o “word” (sim, temos que nos livrar do uso daqueles preciosismos linguísticos do tipo “bloco e caneta”) a calculadora, o balanço anual e o potencial retorno do investimento. Sem esses, com engenharia, boas ideias e programação, surgiram projectos de sucesso. Aqueles em que responsáveis de projecto tiveram que sujeitar os seus orçamentos a directores e calendarizar verbas costumam ter um destino. Mais dia, menos dia vão dizer que a pessoa não conseguiu cumprir o orçamentado e fechá-lo!

A verdade é que as boas ideias continuam a existir. Em poucos dias li e comentei duas que me chegaram às mãos devido a questões profissionais. Era ideias que iam ter sucesso e, sei, pelo menos uma irá ter. Porque ainda há pessoas com o espírito antigo, o de “fazer por fazer” que resulta nas melhores oportunidades...