eEurope
O Plano de Acção eEurope 2002, concebido para colocar a Europa online o mais rapidamente possível, "foi um sucesso", atingindo os principais objectivos propostos, segundo a Comissão Europeia, que divulgou as suas conclusões na semana passada.
Disponível em http://www.europa.eu.int/information_society/eeurope/news_library/index_en.htm , o relatório final sobre o eEurope 2002, um plano centrado em 11 áreas estratégicas e 64 indicadores, - e que foi lançado no Conselho Europeu da Feira, em 2000, durante a presidência portuguesa da União Europeia (UE) indica que o número de lares europeus ligados à Internet mais do que duplicou entre 2000 e 2002, situando-se actualmente nos 43 por cento.
Portugal está um pouco abaixo da média europeia neste indicador, já que apenas 32 por cento dos lares nacionais possuem ligação à Internet, ainda assim à frente de Espanha (31 por cento) e Grécia (14 por cento). Neste capítulo, a Holanda, Dinamarca e Suécia lideram o processo, qualquer deles com mais de dois terços dos lares ligados à Internet.
Algo que os estudos não escondem é que a utilização da rede continua a ser predominantemente masculina. Em Novembro de 2002, apenas 47 por cento das mulheres afirmavam navegar na Internet contra 60 por cento dos homens.
O mundo empresarial, pelo seu lado, trabalha bem. Está mais ligado à Internet dos que os lares, mostrando os indicadores que mais de 90 por cento das empresas dos Quinze possuem uma conexão à rede. O relatório vinca, contudo, que a esmagadora maioria das
conexões à Internet na Europa continuam a ser feitas através de ligações telefónicas em banda estreita, embora o cabo e o ADSL comecem a ganhar terreno.
No que diz respeito à situação nas escolas, o documento revela que mais de 90 por cento dos estabelecimentos de ensino europeus estão ligados à Internet e que, em 2002, existia um rácio de cerca de 10 alunos por cada computador off-line, contra os 12 existentes em 2001. O número de alunos por computador online desceu também de 25 para 17 no mesmo período.
Por outro lado, a Europa possui hoje a mais rápida rede vocacionada para a investigação do mundo, a GEANT, que interliga centros de investigação em 32 países, incluindo Portugal. Acelerar o comércio electrónico será uma das prioridades para o futuro, uma vez que, em Novembro de 2002, apenas 23,5 porcento dos utilizadores da Internet na UE compravam online. Portugal fica mais uma vez longe da média europeia, com os cibercompradores a ficarem pouco acima dos 10 por cento do total de utilizadores.
Estes são os números da realidade... Aqueles que dão que pensar!
jmo@esoterica.pt
terça-feira, fevereiro 18, 2003
terça-feira, fevereiro 11, 2003
O mistério do site sem ROI
Já todos sabem a cartilha que impera no presente: em termos de tecnologias, pensa-se em integração, sites com ROI (“return of investment” – retorno do investimento) ou possibilidades do mesmo se efectuar num curto período de tempo e negócio...
Ora para os mais antigos, isso nunca foi o espírito da Internet. Muito embora o lirismo já não impere como antigamente, os verdadeiros projectos partiram de quem acredita neles, de quem considera que uma determinada ideia deve estar disponível na Internet e que o retorno – se é algo quantificável – chegará por outras vias – ou pela própria.
Se vender uma ideia é algo de complicado, temos que pensar que aquilo que aceitamos colocar na Net só em determinados casos terá algum interesse para o consumidor/leitor/cliente. Lembrem-se que, quando se escreve um livro, provavelmente não se venderá toda a tiragem. As pessoas poderão comprar e não lê-lo... As vantagens daquilo que se coloca na Internet é que todos podemos ler (ou não, basta fechar...) e podemos interagir... Uma liberdade imensa que a interactividade permite. Há que aproveitá-la!
A verdade é que os projectos de sucesso – que curiosamente depois de vendidos perdem a sua “aura mágica” foram aqueles que não tiveram ao lado, quase ao mesmo tempo que o “word” (sim, temos que nos livrar do uso daqueles preciosismos linguísticos do tipo “bloco e caneta”) a calculadora, o balanço anual e o potencial retorno do investimento. Sem esses, com engenharia, boas ideias e programação, surgiram projectos de sucesso. Aqueles em que responsáveis de projecto tiveram que sujeitar os seus orçamentos a directores e calendarizar verbas costumam ter um destino. Mais dia, menos dia vão dizer que a pessoa não conseguiu cumprir o orçamentado e fechá-lo!
A verdade é que as boas ideias continuam a existir. Em poucos dias li e comentei duas que me chegaram às mãos devido a questões profissionais. Era ideias que iam ter sucesso e, sei, pelo menos uma irá ter. Porque ainda há pessoas com o espírito antigo, o de “fazer por fazer” que resulta nas melhores oportunidades...
Escrito por
Joao Oliveira
at
2/11/2003 11:34:00 da manhã
terça-feira, fevereiro 04, 2003
DVD
A estrela do Natal. A estrela electrónica de 2002. Um dos electrodomésticos que conseguiu ultrapassar o estatuto de “gadget” para se guindar ao de “standard” de qualquer sala de estar de casa média portuguesa. Para isso contribuiu o baixar drástico de preços – a lógica de uma máquina com recursos q.b. para atingir vendas de massas, as ofertas e o interesse num coleccionismo digital. É que vale muito mais a pena adquirir uma colecção com tecnologia digital, que ainda se manterá durante algum tempo do que os vídeos e os seus problemas de armazenamento.
Adquirido o leitor, passa toda a questão para a aquisição de filmes, musicais e todo o tipo de produtos vendidos em DVD. Aliás, se antes existia alguma preocupação sobre a quantidade de formatos que certos modelos conseguiam ler – MP3, VCD, CD-R ou CD-RW – agora a preocupação é apenas uma: para o cinéfilo apressado e amante da língua inglesa, a aquisição de um leitor “artilhado” com leitura multizonas é fundamental. Para os outros, basta a zona dois, a da Europa, para ver as últimas novidades, pensar no que adquirir em Portugal ou no estrangeiro, entre outras coisas.
Se a língua portuguesa é um óbice, então tenha muita atenção aos sites que visita. Na Amazon (em http://www.amazon.co.uk dado que a versão americana não é muito interessante, em termos de preço, envio e possibilidade da alfândega nos aborrecer) as informações técnicas são diminutas, tendo o utilizador que recorrer à melhor base de dados que existe para cinéfilos e amadores de filmes: IMDB – Internet Movie Database – e que dá informações, nomeadamente, da versão inglesa do filme. Claro que há um grande factor positivo: o sistema de comentários, sinopses e informações da Amazon. No IMDB, o que é completamente imparável é a informação: fundamental e divertida, um espaço óptimo para uma pessoa perder horas!
Noutro local que uso, BlackStar as informações são muito mais interessantes, em especial no que se refere aos aspectos técnicos da versão que pretendemos adquirir. Outra grande vantagem é as “pre-orders”, que permitem antecipar a aquisição de DVD de filmes que só irão sair muito mais tarde (o que possibilita que logo que se veja um filme se pode adquirir a possibilidade de o comprar...). É uma questão de procura!
jmo@esoterica.pt
Escrito por
Joao Oliveira
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2/04/2003 11:50:00 da manhã
terça-feira, janeiro 28, 2003
Inovação e Tecnologia
Sei que este não é um tema que “venda”. A área das novas tecnologias tem muito mais atractivos e a inovação é aquela matéria pouco “palpável” que as pessoas têm dificuldade em explicar e ainda menos em perceber.
No âmbito da União Europeia existem programas específicos nesta área que pretendem dar um empurrão decisivo para a consolidação do desempenho europeu em matérias tão diversas como a nanotecnologia, a energia atómica, ciências da vida, entre outras. Claro que é privilegiado quem aposta na investigação e quem já tem redes multi-europeias já criadas.
Conhecido por “6º PQ” ou sexto programa quadro de ciência e tecnologia, este constitui o principal instrumento de financiamento da investigação na Europa. O PQ abrange um período de cinco anos, verificando-se uma sobreposição entre o último ano de um PQ e o primeiro ano do PQ seguinte. O 6º PQ corresponde ao período 2002-2006.
O 6º PQ tem como objectivo contribuir para a criação de um verdadeiro “Espaço Europeu da Investigação” (EEI). O EEI é uma visão para o futuro da investigação na Europa: um mercado interno da ciência e da tecnologia. Incentiva a excelência científica, a competitividade e a inovação através da promoção de uma melhor cooperação e coordenação entre os intervenientes relevantes a todos os níveis. O crescimento económico depende cada vez mais da investigação e muitos dos desafios presentes e futuros para a indústria e a sociedade já não podem ser resolvidos apenas a nível nacional.
A Comissão Europeia é responsável pela execução do PQ, que tem um orçamento de 17,5 mil milhões de euros. Este montante representa perto de 4% do orçamento global da UE (2001) e 5,4% de todas as despesas públicas (não militares) em investigação na Europa. Sete por cento deste montante (1 230 milhões de euros) serão gastos em investigação nuclear no âmbito do programa-quadro Euratom.
Este ano, ou melhor, neste próximo programa-quadro serão também apoiadas as actividades que criem Redes de excelência, que tem por objectivo o reforço e desenvolvimento da excelência científica e tecnológica da Comunidade, integrando a nível europeu as capacidades de investigação existentes a nível nacional ou regional. Visa também incentivar a cooperação entre as universidades, centros de investigação, empresas (incluindo as PME) e organizações científicas e tecnológicas, orientando as actividades para objectivos de longo-prazo e pluridisciplinares. Os projectos integrados são também outra face visível desta nova forma de pensar. Portugal não pode desperdiçar estes dinheiros!
Escrito por
Joao Oliveira
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1/28/2003 08:36:00 da manhã



