quinta-feira, janeiro 23, 2003

Banda Larga

Antes de começar a tratar de pormenores mais básicos, gostava de referir um ponto fundamental para o fruir de uma Internet interessante, que dê uma experiência útil ao consumidor e que até o faz feliz na carteira, porque sabe o que paga antecipadamente: Banda Larga.

Creio que a questão tecnológica fundamental para o crescimento exponencial da Sociedade da Informação e do Conhecimento é a "banda larga para todos", a preços comportáveis.

Isso passa por desenvolver uma política que permita o crescimento do acesso com largura de banda, com concorrência entre a rede fixa (cobre com tecnologias xDSL) e o cabo, por um lado, e o estímulo ao surgimento de redes alternativas ou complementares - em formato “wireless”, por exemplo. Temos de tirar partido das várias redes existentes, estimular a inovação e a criatividade neste domínio, dar força a quem queira investir nestas infra-estruturas, nevrálgicas para a produção, acesso e difusão de Conhecimento.

A banda larga é o verdadeiro motor do “e-learning”, dos Conteúdos multimédia, do comércio electrónico, da tele-medicina, das indústrias de tecnologia avançada (automóvel, moldes, aeronáutica, etc.). Sem banda larga, não podem os cidadãos e as empresas tirar todo o partido das potencialidades de terem acesso ao conhecimento, que é hoje a principal fonte de vantagem competitiva.

A capacidade de acesso à Internet de banda larga trás consigo a transformação da forma como nós vivemos, aprendemos e trabalhamos. A verdadeira banda larga significa muito mais que uma Internet rápida. Com ligações de alta velocidade, “always on”, com bidireccionalidade de voz, dados gráficos e vídeo, a verdadeira banda larga é chave para a próxima geração de serviços de comunicação.
A generalização da banda larga aumentará a eficiência e a produtividade no trabalho e em casa e abrirá um rol de novas oportunidades de negócio. Os benefícios para a qualidade de vida são difíceis de mensurar, dado o seu profundo impacto.
E até ter banda larga em casa é relativamente fácil... o problema é a PT colocar a banda em certos locais...

quinta-feira, janeiro 16, 2003

Campus Virtuais

O Governo vai lançar para a semana o projecto Campus Virtuais, que vai permitir a criação de «campus» virtuais nas universidades portuguesas e institutos politécnicos. A iniciativa, que passa pela instalação de redes de comunicação de banda larga sem fios nos estabelecimentos do ensino superior públicos e privados, apoio à aquisição de computadores equipados com essa tecnologia por professores e alunos e dotar as universidades de mais serviços baseados na Internet, vai ter um impacto que julgo muito importante.

Quero frisar que sou parte interessada, dado que trabalho para a entidade que vai lançar este programa: a UMIC. No entanto, acho que o assunto merece estas linhas e a vossa atenção. O objectivo é fomentar a criação de serviços universitários online que proporcionem a produção e partilha de conteúdos académicos entre estudantes e professores do ensino superior
Esta teia académica pretende declarar “guerra” aos antigos modelos de preparação de aulas. Serviços e disciplinas da universidade terão tendência para se deslocarem para meios informáticos. Serão os alunos que obrigarão os professores a colocar os seus materiais de apoio às disciplinas na Web. Desde links a livros em pdf, desde slides de apoio em powerpoint às notas, tudo poderá estar lá colocado.

Esta pretendida revolução de métodos de trabalho que o mundo universitário português vai viver nos próximos anos vai beneficiar não só alunos e professores como também os serviços administrativos dos estabelecimentos de ensino superior. «Vai ser possível optimizar recursos e eficiência, já que os serviços podem funcionar 24 horas por dia e em interacção com o Ministério da Ciência e do Ensino Superior», exemplificou Diogo Vasconcelos em entrevista ao Expresso.

Os professores vão poder beneficiar significativamente não só porque passam a ter formação em tecnologias de informação, para evitar o «gap» geracional com estudantes (ex: cursos que habilitem os professores a leccionar com apoio de aplicações do tipo «power point»), como também porque terão acesso aos serviços da faculdade sem interrupções, podendo efectuar operações desde a requisição de documentos até à colocação de notas. Ou ainda colocar e buscar sebentas «online» («e-books»), comprar livros online com desconto ou ainda apostar no «e-learning».

Sei, por algumas críticas que tenho recebido, que preferem artigos onde escrevo mais sobre o dia a dia de quem usa as tecnologias mais do que as visões críticas ou imaginativas de quem pensa num futuro melhor com o uso. Desta forma, irei escrever mais artigos relacionados com uma lógica de “consultório” ou de sugestões de uso das tecnologias e por isso solicito-vos que me informem sobre que temas gostariam de ver referidos, para que as minhas crónicas sejam, cada vez mais, aquilo que os leitores preferem…

terça-feira, dezembro 31, 2002

Pequenos problemas

Prepare-se para olhar para o seu computador como nunca olhou: para um instrumento de trabalho e não como um mero amontoar de problemas...

Primeiro passo. Analisar os problemas. Que tipo de computador tem? Que sistema operativo, processador, disco rígido... são pontos importantes mas não fundamentais. A outra pergunta fundamental para resolver grande parte dos problemas que tem com o seu computador é a seguinte: quais são as suas necessidades?

Nem imagina a quantidade de pessoas que perde dinheiro, tempo e recursos a fazer actualizações quando utiliza o seu computador como uma simples máquina de escrever inteligente.

Primeiro pense. Depois volve a pensar. A sua máquina é utilizada por quantas pessoas? A sua máquina serve para gerir o seu pequeno negócio, é entregue aos miúdos para conteúdos didácticos e jogos ou é a parceira fundamental para as suas apresentações?

Utiliza-se a Internet de forma exaustiva ou apenas para responder a e-mail? Áudio e vídeo são prioridades ou apenas subutilizações negligenciáveis?

Pode achar que são perguntas de retórica mas não o são. São perguntas fundamentais para avaliar da real necessidade de comprar um computador novo ou actualizar o antigo, de passar para o sistema operativo mais recente ou manter-se no fiável e quase perfeito sistema anterior, se deve comprar um modem ou ter ADSL ou RDIS, etc, etc...

Claro que todos andamos à procura do computador perfeito, que sirva para o homem de negócios e para o programador, do audiófilo ao editor de vídeo e do “puto” lá de casa à sua avó que entra em chats com vídeo. Pois... e já agora um Ferrari que leve uma família de sete pessoas na garagem, pode ser?

A verdade é que os computadores estão a ser feitos, cada vez mais, à medida das necessidades de cada utilizador, tentando que uma plataforma comum permita ser depois personalizável e actualizável pelas necessidades específicas do utilizador.

Este precisa ter certos conhecimentos básicos, necessários até, de forma a obter o melhor dos computadores que tem em casa... Bom Ano Novo!

sábado, dezembro 28, 2002

Aqui vão estar, em arquivo, todos os meus Info.id e as saudosas crónicas "Nos Canais dos Novos Media"