A cor nos telemóveis
Estamos no advento de uma nova realidade no que concerne aos pequenos aparelhos que pendem das nossas mãos, bolsos e carteiras. Sim, o telemóvel está a mudar, de forma muito rápida e iremos sentir essa diferença já nos próximos dias - o que quer dizer que para o público em geral a mudança se sentirá no final do ano, princípios do próximo...
A lógica é simples: a introdução de novas "características" nos telemóveis é feita, por norma, nos telemóveis "premium", os topo de gama. Produtos que chegam ao mercado a 500/600 ou mais euros - acima da nossa antiga unidade cem contos... - e que depois, mercê da política de preços, campanhas ou políticas de fidelização, começam a co-existir com outros produtos, de preços mais baixos mas de igual potencial...
Isto sempre aconteceu mas haverá algo que o potenciará: três novas características, o GPRS, o MMS e os ecrãs a cores que vão existir em conjunto e educar a população para uma utilização, no mínimo, diferente, destes pequenos aparelhos.
Para quem usa computadores, sabe qual a grande vantagem de estar sempre ligado à Internet. Notícias actualizadas, serviços na ponta dos seus dedos, comunicação instantânea. O mesmo se aplicará aos telemóveis, que permitiram uma utilização multimédia, de forma simples e integrada. Actualmente já tinhamos PDA que podiam tirar fotografias mas que depois precisam de um outro módulo par as enviar para outro local. Agora isso já não é necessário... E milhentos outro serviços também poderão tirar partido destas características...
Estava com um colega meu a lembrar-me que o telemóvel - que até pode não ser uma grande miniatura - deverá ser como uma chave universal do futuro - servir para fazer pagamentos, como bilhete de cinema ou de parque de estacionamento, para comunicar e para trabalhar. Saber stocks, saber se tenho dinheiro para comprar uma determinada peça de roupa ou pura e simplemente para mandar uma mensagem multimédia para outras pessoas. Esse mundo novo não precisa de muito, porque as tecnologias-base estão já no mercado comercial: precisam de ser miniaturizadas, compactadas e postas à disposição, de forma lenta mas correcta, do público. É que este consegue ser ao mesmo tempo das entidades mais futuristas ou conservadoras - tudo depende da forma como são anunciados os produtos ou características...
Sabemos que estamos perto deste futuro. Aliás, ele já está a chegar... E por isso, quem gosa de estar na onda terá que o acompanhar...



