Desilusão
No final da semana passada levantei-me mais cedo da cama para ir, mais uma vez, à Exponor. Dado que sou de Aveiro, já não é a primeira vez que vou aquele espaço, do qual tenho boas recordações. Desta vez ia à Portugal Media, este ano com mais um nome a criar grandes expectativas - o da Fenasoft.
Apelidada assim de Portugal Media/Fenasoft Europa, a feira prometia, tendo também um congreso - ou melhor dois, um técnico e outro para os gestores - paralelo.
Aliás, eu tinha óptimas impressões da Portugal Media, quando lá tinha ido pela primeira vez, em 2000, numa altura em que a feira era um grande espaço onde se conjugava as tecnologias de informação, a área da publicidade e também tudo aquilo que lhe dava o nome: os media.
Bem, aquilo que posso dizer é que foi uma grande desilusão. Daquelas que dá vontade de escrver em letra grande, não fosse estar convencionado pelas novas tecnologias que isso significa GRITAR...
Gritar de raiva e de descrédito. Claro que vou dar mais uma oportunidade à Portugal Media/Fenasoft europa. Porque continuo a achar que a parceria com a Fenasoft, se não for só de nome, servirá para o futuro.
No entanto, e para já, Portugal só tem uma feira de jeito. Uma feira chamada Inforpor, capitaneada por uma jovem e dinâmica Alexandra Vasconcellos e que apenas precisa lembrar às empresas aquilo que se faz lá fora: uma feira é para apresentar NOVIDADES, uma feira é para ter press-releases produzidos com tempo e qualiadade e ter tempo para todos, jornalistas e profissionais.
Se conseguir isso, merece os parabéns e o crédito maior de quem continua a mostrar aquilo que é uma feira. E a pergunta, que outros meus colegas já fizeram mantém-se. Terá Portugal espaço para mais uma feira?



